Delegado é preso por envolvimento com o tráfico em Guarujá

Seis pessoas foram detidas; operação apreendeu computadores, celulares e pouco mais de R$ 10 mil

Zuleide de Barros, Especial para O Estado

04 de novembro de 2014 | 19h53

GUARUJÁ - Em uma operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio do Batalhão de Ações Especiais (Baep), da Polícia Militar, seis pessoas foram presas entre segunda e terça-feira, 4, em Guarujá, como suspeitas de atuar no tráfico de drogas no município. Dentre os suspeitos, está o delegado Eduardo Wagner, que foi detido na tarde de segunda-feira, 3, no momento em que se encontrava no fórum da cidade.

Por meio de escutas telefônicas, o Ministério Público chegou ao delegado e mais oito pessoas. Dos nove mandados de prisão expedidos, três pessoas não foram localizadas. Na casa de um casal, residente no bairro Santa Cruz dos Navegantes, a Polícia apreendeu computadores, celulares, um caderno com anotações sobre o tráfico e pouco mais de R$ 10 mil. 

De acordo com informações da Corregedoria da Polícia Civil, as prisões foram decorrentes de uma investigação sobre o desvio de 7 kg de cocaína e 700 gramas de maconha por parte dos policiais civis, que agiam junto com o delegado suspeito.

Em uma das escutas, Eduardo Wagner teria sido flagrado afirmando para um criminoso que iria devolver os entorpecentes apreendidos em uma operação. O delegado, segundo a Polícia, tinha o hábito de ostentar bens nas redes sociais.

O caso ocorre sob segredo de Justiça, mas o advogado do delegado, Armando Matos, informou que está solicitando o relaxamento da prisão de seu cliente, que não tem antecedentes criminais. Ele está detido na capital.

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