Delegado do Denarc suspeito de vazar operação para tráfico é solto

Chefe da Unidade de Investigação teria repassado informação sobre operação da Polícia Civil a criminosos

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2013 | 23h31

A 6.ª Vara Criminal de Campinas revogou nesta quinta-feira, dia 18, a prisão do delegado Clemente Castilhone Júnior, chefe da Unidade de Investigação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Ele é investigado por suposto vazamento de informações sobre uma operação em parceira com o Ministério Público Estadual (MPE) para o combate à corrupção policial dentro do órgão.

Outros 12 mandados de prisão foram expedidos contra policiais civis acusados de envolvimento em esquema de corrupção e extorsão de traficantes da região de Campinas. Os agentes teriam recebido propina de até R$ 300 mil por ano. Oito policiais civis continuam presos.

A revogação da prisão de Castilhone foi feita a pedido do próprio MPE, que, após o depoimento do delegado anteontem, já havia se dado por satisfeito com as informações coletadas. O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas Amauri Silveira Filho levou em consideração o fato de o delegado ser só suspeito de vazar informações sigilosas.

O promotor José Cláudio Baglio, também do Gaeco, disse que “não há indícios de participação do delegado na quadrilha e as circunstâncias do vazamento serão apuradas”. “Nós vamos investigar o caminho desta informação”, afirmou.

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