Delegado diz que há mais jovens no crime

Na Baixada Santista, 26 dos 23 latrocínios praticados no ano passado foram realizados por menores

Zuleide de Barros - Especial para O Estado de S. Paulo,

02 Fevereiro 2014 | 02h03

SANTOS - Embora os dados obtidos pelo Estado com exclusividade revelem que o índice de esclarecimento na Baixada Santista seja um dos mais baixos (22%), o diretor do Deinter-6, Aldo Galiano Júnior, afirma que a Polícia Civil elucidou 21 dos 23 latrocínios do ano passado. Ele diz também que 16 dos crimes foram praticados por menores.

“O que temos observado é que vem crescendo o número de menores cooptados para este tipo de crime”, afirma o delegado. “Ao serem apreendidos, os menores não dizem nada, ou seja, não entregam os responsáveis”, diz Galiano.

Os casos de latrocínio tiveram um crescimento expressivo na Baixada. De acordo com os dados da Secretaria da Segurança Pública, o crescimento foi de 76,9% no ano passado – em 2012, foram 13 casos.

Um dos crimes mais marcantes aconteceu em novembro. O médico Marco Antonio Loss, de 47 anos, foi alvejado por um adolescente de 14 anos ao sair do Hospital Ana Costa, em Santos. O garoto quis levar seu carro. Na quadrilha, havia um menino de 10 anos.

Neste ano, outro caso assustou a região. No dia 21 de janeiro, o comerciante Alfonso Diaz Alvarez, de 71 anos, entrava na sua relojoaria, em São Vicente, por volta das 7h, quando foi surpreendido por dois homens armados. Ele se assustou e levou um tiro na nuca.

O crime mobilizou a Associação Comercial de São Vicente, da qual Alvarez fazia parte. “Nós torcemos agora para que, a partir do acionamento da Operação Delegada, que deve colocar mais policiais nas ruas, o efetivo de PMs no município possa ser reforçado, a fim de reprimir a onda de furtos e roubos, dando mais segurança à população”, disse José Alves, presidente do órgão.

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