Delegado diz que esposa foi mentora do assassinato de diretor da Friboi

No primeiro dia de julgamento de Giselma Magalhães, depoimento durou mais de 4 horas

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2013 | 15h48

O primeiro dia de julgamento de Giselma Carmen Campos Magalhães, acusada de mandar matar o ex-marido e diretor da Friboi em 2008, foi marcado netsa terça-feira (24) pelo testemunho do delegado do caso à época. Em 4h20min de depoimento no Fórum Criminal da Barra Funda, Rodolpho Chiarelli Jr afirmou que Giselma foi a mentora intelectual do assassinato. "Sem a Giselma na cadeia dos acontecimentos, o crime não teria acontecido", disse o delegado.

Segundo ele, Giselma planejou a morte de Humberto Magalhães junto com seu irmão por parte de mãe, Kairon Vaufer Alves, que confessou ter participado da morte. Kairon contratou dois homens para tirar a vida de Humberto e, na noite de 4 de dezembro de 2008, o empresário foi executado com dois tiros perto de sua casa, no bairro Vila Leopoldina.

O motoqueiro Paulo dos Santos e o mandante Osmar Gonzaga Lima já foram julgados e condenados a 20 anos de prisão cada um. Kairon está preso preventivamente há cinco anos e Giselma responde em liberdade.

O depoimento mais esperado do julgamento é o do filho mais novo de Giselma e Humberto, Carlos Eduardo Campos Magalhães. "Não tenho dúvidas de que ela (a mãe) participou do crime", disse ele ao chegar no plenário nesta terça. O outro filho do casal, Marcus Vinícius Campos Magalhães, vai testemunhar a favor da mãe.

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