Delegado defende criação de um banco de DNA

Em tempos de alto fluxo de informações por meio dos sistemas de informática, o Brasil ainda engatinha na troca de informações sobre cidadãos.

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2011 | 00h00

"Por que ainda não temos um banco de DNA?", pergunta o delegado-chefe da Divisão de Capturas da polícia de São Paulo, Waldomiro Milanesi. "Se com o teste do pezinho (de bebês) nós já começarmos a colher informação para um banco de DNA, daqui a 15 anos, quando tivermos esse jovem na faixa de eventual vítima ou até infrator, já vamos ter um banco de dados. E não precisaremos fazer um banco de dados retroativo."

Milanesi esclarece que nem toda a população teria de estar no banco de DNA - apenas a faixa mais comumente associada à criminalidade. E diz que, em relação a outros Estados brasileiros, São Paulo está adiantado na confecção do banco de dados com informações civis e criminais.

Segundo ele, muitos Estados já usam o banco paulista para divulgar informações sobre procurados. Mas há pelo menos um Estado mais avançado que São Paulo. "O Paraná já tem mandado de prisão online. Está na nossa frente", afirma ele.

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