Delegado acusado não será professor da polícia, diz Serra

A decisão foi anunciada pelo governador José Serra; delegado responde a várias pocessos por corrupção

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

07 de setembro de 2007 | 15h35

O governador José Serra disse neste sábado, depois de participar das festividades cívico-militares em comemoração ao Dia da Independência, que o delegado André Luiz Di Rissio, não deverá assumir o cargo de "professor temporário" da Academia de Polícia. O delegado passou em primeiro lugar no concurso da Academia de Polícia Civil (Acadepol) de São Paulo e a sua aprovação foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado. Segundo o governador, há um regulamento interno da academia que não permitirá que De Rissio assuma a cadeira de professor. O delegado responde a vários processos nos quais é acusado de corrupção, formação de quadrilha, escuta clandestina, tráfico de influencia, contrabando e a advocacia administrativa. Conforme relata o repórter Marcelo Godoy no Jornal da Tarde (JT) de hoje, o delegado é réu em processos nas Justiças Federal e Estadual. "O ato será desfeito", disse o governador, acrescentando que o regulamento da Academia de Polícia contempla este tipo de situação. "É como numa sala de aulas. O primeiro aluno pode ser um problemático", comparou Serra. Quanto ao delegado Antônio dos Santos, acusado de receber R$ 50 mil em propinas para livrar da prisão em flagrante três acusadas de tráfico de drogas, o governador afirmou que ele já foi afastado, teve seu distintivo recolhido e que está sendo investigado pela Secretaria de Segurança Pública. "Qualquer denúncia que tiver fundamento será investigada", disse o governador. A denúncia contra Santos foi apresentada na sexta-feira, 6, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público Estadual à 8ª Vara Criminal de São Paulo. A propina foi pedida por Santos, que teria trocado a sua escala de plantão para fazer o acordo com a quadrilha.

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