Delegado acusado de agredir cadeirante volta ao trabalho em São José

Ele havia sido afastado por 30 dias por causa da investigação e retornou para fazer trabalhos administrativos

Marília Lopes, Central de Notícias

22 Fevereiro 2011 | 09h17

SÃO PAULO - O delegado Damásio Marino voltou, parcialmente, ao trabalho. Ele havia sido afastado em janeiro, acusado de agredir o advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini após uma discussão por uma vaga de estacionamento pública destinada à deficientes físicos, em São José dos Campos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Marino está trabalhando em funções administrativas na Delegacia Seccional da cidade.

 

Ele era titular do 6.º Distrito Policial, mas foi afastado por 30 dias de suas funções, por ordem do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, para que a agressão fosse investigada. Segundo a SSP, como o afastamento de 30 dias já terminou, Marino desempenha funções administrativas na Delegacia Seccional, cujo titular é Fábio Cesnik.

 

A Corregedoria da Polícia Civil continua a investigação do caso. Além disso, no início do mês, a Corregedoria instaurou um inquérito para investigar uma ameaça de morte à Morandini. Segundo o cadeirante, na tarde do dia 28 de janeiro ele recebeu um telefonema da Delegacia Seccional, conforme ele constatou ao ligar para o mesmo número, logo em seguida, falando que seria morto.

 

A 4.ª Vara Criminal de São José dos Campos aceitou a denuncia do Ministério Público (MP) contra o delegado, pelos crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa, todos agravados por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo.

 

A agressão ocorreu em 17 de janeiro depois de o cadeirante repreender o delegado, que não é deficiente, por estacionar na vaga especial. O delegado teria sacado uma arma e dado coronhadas em Morandini.

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