Delegada vai ao hospital conversar com mãe suspeita de assassinar filhas

Delegada não quis, no entanto, dar detalhes da visita; advogado de Mary diz que ela tem perguntado 'como estão as meninas'

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2013 | 17h57

A Polícia Civil compareceu na tarde desta quarta-feira, 18, no Hospital Universitário para conversar com a corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, de 53 anos, acusada de ter assassinado as duas filhas adolescentes. A delegada Lethicia Faria Fadel não quis, no entanto, dar detalhes da visita ao hospital, que durou cerca de uma hora. "Ela (Mary) não disse nada", respondeu simplesmente a delegada ao ser indagada sobre o teor da depoimento.

O advogado da corretora, Lindenberg Pessoa de Assis, disse achar difícil que a delegada tenha conseguido conversar com a sua cliente. "Ela (Mary) estava sedada pela manhã. Não está em condições de responder nada". Segundo o advogado, Mary passará por uma nova avaliação psiquiátrica na quinta-feira, 19. Na sexta-feira, ela foi vista passeando com um cachorro depois de ter cometido o crime.

Assis disse que Mary perguntou pelas filhas no hospital, onde está internada desde sábado, dia do crime. "Como estão as meninas?", questionou ao advogado. Ele ainda disse que não pode afirmar sobre a culpabilidade de sua cliente. "Esse é um caso que não tem testemunhas presenciais. Só posso dar um parecer a partir do momento em que ela estiver lúcida, o que ainda não aconteceu."

Os corpos de Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14, foram encontrados na sábado em casa, no Butantã, zona oeste de São Paulo. A corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, estava na sala e confessou ao policiais que havia matado as filhas. A suspeita é que elas tenham sido asfixiadas, mas ainda não se sabe o que motivou o crime.

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