Delegada ouve novamente madrasta de Isabella

Conversa teria durado cerca de 20 minutos e aconteceu na frente do advogado do casal

da Redação, estadao.com.br

10 de abril de 2008 | 14h41

A madrasta da garota Isabela de Oliveira Nardoni, Anna Carolina Trotta Jatobá foi ouvida novamente no início da tarde desta quinta-feira, 10. A delegada-assistente do 9º DP, Renata Pontes, ouviu Anna Carolina por cerca de 20 minutos no 89º distrito, na presença do advogado Marco Polo Levorin. A delegada deixou o 89º DP por volta das 13h40 sem dar detalhes da conversa. A policial disse apenas que foi uma conversa e que está esperando os laudos para definir os próximos passos do inquérito.   VEJA TAMBÉM Polícia prevê 19 depoimentos do caso Isabella nesta semana Investigação sobre morte de Isabela aposta em exame de DNA Vídeo mostra ida de família Nardoni a mercado antes do crime Defesa de Nardoni espera decisão sobre habeas-corpus até 5ª Escute por que crimes assim comovem a sociedade Tudo o que já foi publicado sobre o caso Isabella    Nos bastidores, a polícia afirma que está perto de esclarecer a morte da menina Isabella, após duas testemunhas terem procurado o delegado-titular do 8º Distrito Policial (Brás), Roberto Pacheco de Toledo, com importantes revelações sobre o caso. Elas disseram que ouviram de familiares de Alexandre Nardoni detalhes sobre o que ocorreu na noite do crime.   Ex-titular do 9º DP (Carandiru), Toledo conheceu as testemunhas quando trabalhava na delegacia que hoje investiga a morte de Isabella. As testemunhas o procuraram porque confiam no policial e queriam sigilo sobre seus depoimentos. Toledo avisou seus superiores. No fim da tarde de ontem, o atual delegado-titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, deslocou-se até o 8º DP para ouvi-las. A polícia espera poder anunciar ainda hoje o avanço sobre a investigação do crime, com os primeiros resultados do exame de DNA nos vestígios de sangue encontrados pelos peritos. Isabella morreu após cair do 6º andar, no dia 29 de março. No apartamento, no Edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte, vivem o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, de 29, e sua madrasta Anna Carolina Jatobá, de 24, com dois filhos do casal. Alexandre e Anna Carolina estão presos desde o dia 3. "A cada dia que passa estamos sentindo que estamos perto de elucidar o caso", disse Calixto Calil Filho. "Acho que vai ser possível mostrar a cena do crime, quem fazia parte dela e o que aconteceu, exatamente", afirmou o promotor Francisco Cembranelli. Na quarta-feira, 9, a polícia ainda ouviu o depoimento de um pedreiro, que teria trocado a porta do apartamento de Alexandre. Já o tenente Fernando Neves Brás foi ao 9º DP rebater as declarações de parentes da madrasta. O pai de Nardoni afirmou a emissoras de TV que, no dia do crime, a polícia não revistou o edifício onde ocorreu a tragédia. Segundo Brás, houve, sim, uma revista minuciosa. O tenente disse ainda que, naquele dia, Alexandre parecia transtornado. "Ele me falava: ‘Seu guarda, diz para mim que o coraçãozinho da minha filha ainda está batendo’. Naquele dia, ele seria a última pessoa de quem eu poderia desconfiar.

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