Delegacias vão ter 'kit droga' para flagrantes de tráfico

Produto novo na área forense deve acelerar detecção de tipo de entorpecente apreendido, que demorava horas

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h03

Todo delegado em São Paulo, para fazer um flagrante de tráfico de drogas, precisava até ontem mandar a substância apreendida para o Instituto de Criminalística, na zona oeste. Caso o distrito estivesse na zona leste da capital, o material precisava cruzar toda a cidade. Nesse período, testemunhas, policiais e a equipe do flagrante precisavam aguardar o resultado do laudo para completar o serviço. Só depois de constatada a existência da droga, era lavrado o flagrante, que podia durar horas.

A partir de hoje, começa a ser usado nas delegacias um novo teste capaz de verificar, em poucos minutos, com grau mais alto de confiabilidade, se a substância apreendida é crack, maconha ou cocaína. Segundo o diretor do IC, Adilson Pereira, são testes que podem ser feitos pela equipe do próprio distrito policial, tão simples de aplicar como os exames de gravidez feitos em farmácias. "É um produto novo na área forense, que estava em testes desde o ano passado e vai ajudar bastante os distritos policiais na realização dos flagrantes de droga", afirma Pereira.

O produto começará a ser usado na central de flagrante da 2.ª Seccional. Até o começo de maio, todas as centrais de flagrantes da capital já terão os kits. O teste inicial serve provisoriamente para apontar a existência da droga. No processo, a substância é novamente analisada em testes laboratoriais feitos no IC. "Reforma.

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