Deic liga roubo a banco em Guarulhos a seqüestro em Perdizes

Quadrilha que roubou banco na sexta usou mesmo disfarce de uma tentativa de seqüestro na zona oeste

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo, e Vitor Sorano, do Jornal da Tarde,

10 de novembro de 2008 | 11h17

A quadrilha que roubou o Banco Real em Guarulhos na sexta-feira, 7, deixou um disfarce de policial em um dos veículos usados no crime. Recentemente, a mesma estratégia foi usada em uma tentativa de seqüestro em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Ambos crimes envolveram o uso de fuzis pelos bandidos. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) faz paralelo entre os dois casos, que tiveram a participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na sexta-feira, a PM encontrou um giroflex com sirene e um colete à prova de balas preto em uma EcoSport abandonada pelo grupo durante a perseguição em Guarulhos. Em São Paulo, testemunhas disseram ter visto dois bandidos utilizando coletes cinzas. Na tentativa de seqüestro em Perdizes, em setembro, um giroflex foi usado pelos bandidos, numa tentativa de despistar os policiais militares. O bando vestia coletes com logotipo da Polícia Federal e carregava dois distintivos da Polícia Civil. Abordaram a vítima - um empresário do ramo farmacêutico -, mas ela conseguiu fugir. O giroflex foi colocado para fora do veículo quando dois PMs se aproximaram. Eles insistiram para que o bando parasse e, a partir daí, começou a perseguição. Ninguém foi preso.  Outra ponte a ligar os dois crimes é o nome de Luiz de França, o Escadinha, integrante do PCC preso em 21 de outubro e suspeito de participar do seqüestro em Perdizes. Informações preliminares ligam Escadinha a Elielton Aparecido da Silva, preso no crime de sexta-feira. (Colaborou Sandro Villar, de O Estado de S. Paulo.)

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