Deficiente é levada por ladrão em carro

Portadora de necessidades especiais, Waleska Heluany Moyses, de 34 anos, estava no banco de trás de um Hyundai I30 na porta do prédio onde mora, no Ipiranga, zona sul, quando um ladrão roubou o veículo. Dirce, a mãe dela, se desesperou: "Pelo amor de Deus, devolve minha filha. Ela não fala nem anda". O drama da família durou 1 hora e meia, tempo que policiais civis levaram para achar o carro e a vítima.

Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

Eram 12h30 quando o advogado Edgard Heluany tirou o veículo da garagem do prédio na Rua Cipriano Barata. Ele iria levar Waleska para a escola, no mesmo bairro. Edgard estacionou o veículo e deixou a chave no contato. Desceu apenas para entregar um doce a uma vizinha. Waleska ficou menos de um minuto sozinha. Um homem branco e forte levou o veículo.

Luana, a outra filha, também advogada, de 27 anos, entrou em contato com um amigo da família e antigo morador do Ipiranga: o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, supervisor do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Pelo menos cinco viaturas do Garra saíram pelo Ipiranga à procura do Hyundai. Luana ligou para a seguradora, pois o veículo tem rastreador. A família ficou aliviada às 14 horas, quando Nico localizou o carro, abandonado pelo ladrão na Rua Agostinho Gomes, a duas quadras do local do roubo.

Waleska tem deficiência porque quando nasceu faltou oxigenação no cérebro. Ela ficou uma hora e meia no carro, sob sol forte, sentada no banco de trás, como seu pai a havia deixado. O cinto de segurança estava afivelado e a chave, no contato.

O Hyundai tem vidros escuros e Luana suspeita que o assaltante não tenha visto Waleska. Ao notá-la, decidiu abandonar o carro. O circuito de segurança do prédio gravou imagens do ladrão. A polícia tenta capturá-lo.

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