Defesa vai tentar adiar julgamento dos Nardoni, diz promotor

O promotor Francisco Cembranelli garante ainda que fará o possível para que os dois sejam julgados neste ano

Solange Spigliatti, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2008 | 14h06

O promotor Francisco Cembranelli disse que a defesa vai tentar protelar o julgamento do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, mas que ele fará de tudo para que os dois sejam julgados ainda neste ano. O casal, acusado pela morte da menina, foi preso pela segunda vez nesta quarta-feira. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, à pedido do Ministério Público.   VEJA TAMBÉM Imagens da prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá  Leia a conclusão da Justiça sobre o inquérito policial 'Nada muda' na defesa do casal Nardoni, dizem advogados Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella     Os advogados de defesa já adiantaram que poderão entrar com um Recurso em Sentido Estrito (RSE), se não concordarem com a decisão da Justiça sobre a sentença. Se isso ocorrer, o julgamento poderá levar de 1 ano e meio a 2 anos para acontecer.   Cembranelli admitiu que a parte que não concorda com a decisão pode entrar com um recurso em estância superior.   "Isto está previsto no artigo 581 do Processo Penal. Me parece que o propósito da defesa é levar o processo adiante para que a sociedade esqueça um pouco a morte de Isabella. Meu trabalho é exatamente o contrário. Farei o possível e o impossível para que a sociedade não se esqueça de Isabella. Eu quero uma decisão rápida", disse Cembranelli.   O promotor disse que o crime ganhou um clamor popular muito forte pela sua particularidade, ou seja, por ter sido cometido pelo próprio pai e pela madrasta da menina. Ele pediu tranqüilidade à população para que não faça um pré-julgamento e que deixe a Justiça agir. Segundo Cembranelli, o processo contra o casal está bem fundamentado e ele acredita que os dois sejam considerados culpados pela morte da menina.   "O cidadão de bem espera que a Justiça seja feita. A cadeia não é só reservada para os pobres e fracos", disse.

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