Defesa questiona segurança de prédio onde Isabella morreu

Em dois novos depoimentos, defesa quer mostrar que Edifício London não é uma fortaleza

Carina Flosi, Jornal da Tarde

16 de abril de 2008 | 14h36

Duas testemunhas da defesa do casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, suspeitos da morte da menina Isabella, prestaram depoimento nesta quarta-feira, 16, no 9º Distrito Policial (DP), na zona norte de São Paulo. Segundo um dos advogados do casal, Ricardo Martins, eles corroboraram a tese da defesa, de que há "vulnerabilidade" na segurança do Edifício London, onde a menina foi jogada do sexto andar no último dia 29, e "confirmaram" a perda das chaves da madrasta de Isabella. Com as declarações, as testemunhas contribuem para sustentar a hipótese de um terceiro suspeito do crime. VEJA TAMBÉM    Veja imagens do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   O advogado afirmou que as testemunhas são prestadores de serviços, "como manutenção, reforma e móveis", e uma delas esteve, segundo Martins, no prédio no dia da morte da menina, de 5 anos. "Não podemos entrar em detalhes. O que podemos dizer é que essas pessoas vêm comprovar veementemente que o Edifício London não é aquela fortaleza como todos vêm afirmando", disse. Ainda, de acordo com o advogado, as testemunhas vieram contar que alguns apartamentos do prédio ficavam abertos, "expostos a qualquer pessoa" que quisesse entrar. "A defesa entende que enquanto os laudos não tiverem prontos nós não podemos afirmar com convicção que não existe uma terceira pessoa", disse Martins. "Muito pelo contrário. É perfeitamente possível ter havido uma terceira, uma quarta, uma quinta pessoa que eventualmente pudesse ter ocasionado esse delito."Sobre o possível indiciamento do casal pela morte de Isabella, ele afirmou que a defesa não vai se manifestar enquanto o assunto não for oficial. "Os nossos clientes defendem a seguinte posição: eles são absolutamente inocentes", afirmou. O advogado ainda se recusou a responder se a madrasta tomava remédios antidepressivos ou estava prestes a tomar medicamentos do tipo. Questionado várias vezes por jornalistas, Ricardo Martins optou por ficar em silêncio. var keywords = "";   Questionado se a defesa iria levar a lista de testemunhas pessoas que comprovariam a harmonia do casal, os advogados disseram que existem sim pessoas que comprovam a harmonia de Alexandre e Anna Carolina. Sobre a terceira pessoa no local do crime, os advogados disseram que enquanto os laudos não ficarem prontos, eles não confirmarão que não existe uma terceira pessoa. "Muito pelo contrário, é perfeitamente possível ter havido uma terceira, quarta ou quinta pessoa que eventualmente pudesse ter ocasionado esse delito".

Tudo o que sabemos sobre:
Caso Isabella

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.