Defesa pede habeas corpus a atropelador

Os advogados de defesa do universitário Alex Kozloff Siwek, de 21 anos, entraram ontem à tarde com um pedido de habeas corpus para seu cliente no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele está preso desde o dia 10 por ter atropelado, na Avenida Paulista, o operador de rapel David Santos Sousa, também de 21, decepando-lhe o braço e fugindo sem prestar socorro. O membro cortado foi jogado no Córrego do Ipiranga, na zona sul da capital.

O Estado de S.Paulo

19 Março 2013 | 02h06

Segundo um de seus defensores, Cássio Paoletti, o pedido de habeas corpus deve demorar ao menos 15 dias para ser avaliado pela Justiça. Enquanto isso, Siwek deve ficar na Penitenciária de Tremembé, no interior do Estado, para onde foi transferido na sexta-feira, após sua prisão preventiva ter sido decretada.

Já o advogado de Sousa, Ademar Gomes, disse ontem que decidiu usar um fato ocorrido no ano passado contra Siwek. Um boletim de ocorrência registrado no 6.º Distrito Policial (Cambuci), em 16 de março de 2012, o identifica como "parte" em um flagrante por tráfico de drogas. Contudo, no julgamento do processo aberto em decorrência desse inquérito, Siwek foi arrolado somente como testemunha.

Por isso, um de seus advogados, Pablo Naves Testoni, desqualifica a tentativa de trazer esse caso à tona. "De forma que ele não é nem acusado nem indiciado nem investigado por absolutamente nada. Ele é testemunha." Ainda para o defensor, embora alguns boletins sejam redigidos informando uma determinada situação, ela nem sempre é o que a Justiça depois entende.

Segundo o boletim de ocorrência, naquela data, Siwek foi visto por policiais entregando dinheiro a um dos homens que acabaram sendo indiciados por tráfico de drogas. Os homens detidos foram indiciados por tráfico.

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