Defesa pede depoimento de testemunha e julgamento de membro do Condepe é adiado

Audiência começou nesta terça em Cotia, mas oitiva de policial que prendeu Santos foi solicitada e adiou sentença da Justiça

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2016 | 00h02

SÃO PAULO - A defesa do vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, pediu que a Justiça ouça uma testemunha em audiência relativa ao processo que investiga Santos por suposta extorsão contra uma guarda civil de Cotia em 2011. Com o deferimento do pedido, a ação não teve julgamento, ainda sem nova data para ocorrer.

Nesta terça-feira, 23, começou no Fórum Criminal de Cotia a audiência de instrução do caso. Se não houvesse nenhum pedido, a apreciação do juiz poderia ter seguido até a sentença de condenação ou absolvição. A defesa de Santos, no entanto, solicitou que o policial que o supostamente flagrou durante a extorsão seja ouvido para reapresentar a versão em juízo. 

O vice-presidente do Condepe foi preso quando recebeu dinheiro em um envelope entregue por um guarda civil, alvo de uma investigação. Segundo o guarda, o membro do conselho pediu R$ 10 mil para não denunciá-lo após uma suposta tentativa de estupro que teria sido cometida por ele. O conselheiro foi preso em flagrante, mas ganhou o direito de responder às acusações em liberdade. 

Ele disse à reportagem do Estado nesta semana que as acusações são fruto de uma "armação". "Os guardas que participaram disso foram denunciados por mim em outras ocasiões por violação aos direitos humanos. Foi represália." Santos explicou que o guarda havia sido surpreendido molestando uma adolescente de 13 anos dentro da viatura. "Ele me procurou dizendo que queria me entregar uma carta com uma declaração explicando o que aconteceu. Achei estranho, mas confirmei o encontro", explicou. "Quando ele me entregou o envelope, que eu nunca abri, os policiais chegaram."

A prefeitura de Cotia informou em contato nesta semana que o suposto estupro envolvendo o guarda municipal foi investigado com rigor, mas nada foi comprovado. Por isso, o caso foi arquivado. 

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