Alfredo Risk/Futura Press
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Defesa faz novo pedido para libertar padrasto do menino Joaquim

Alegação é de que estaria havendo demora para iniciar o julgamento do processo sobre a morte da criança

Rene Moreira, Especial para O Estado

10 de junho de 2014 | 16h08

RIBEIRÃO PRETO - Um novo pedido para libertar Guilherme Longo foi impetrado nesta segunda-feira, 9, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pelo advogado Antônio Carlos Oliveira, responsável pela defesa do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, morto em novembro do ano passado em Ribeirão Preto.

O advogado tenta obter um habeas corpus para o seu cliente sob a alegação de que a Justiça estaria demorando para iniciar o julgamento. Ele argumenta que, por se tratar de um crime que vai a júri, a primeira audiência já deveria ter acontecido há dois meses.

Longo é suspeito de ter matado o menino com uma dose excessiva de insulina, se aproveitando do fato de ele ser diabético. Ele nega o crime, mas está preso desde então. Hoje, ele está detido na Penitenciária de Tremembé. A mãe de Joaquim, Natália Ponte, também suspeita de envolvimento no crime, chegou a ficar presa, mas desde janeiro está em liberdade.

A defesa do padrasto já havia tentado outras vezes obter o habeas corpus, mas não obteve êxito. Além desse pedido, existe outro com a mesma finalidade à espera de uma resposta da Justiça.

Histórico. O menino Joaquim desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no início de novembro e dez dias depois seu corpo foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos. Guilherme Longo é réu no processo e responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Natália, mesmo não participando diretamente na morte do filho, foi denunciada pelo Ministério Público porque teria sido omissa por saber do perigo que o padrasto representava para o menino e não ter feito nada.

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