Defesa diz que navio tem seguro por viajante irregular

Na opinião do advogado dos tripulantes, Giordano Saddai Vilarinho Reinert, há pontos obscuros na história do suposto náufrago. Segundo ele, o fato de o navio ter um seguro contra clandestinos coloca em xeque as afirmações de Ondobo. A apólice de seguro, feita pela Navigators, cobre até US$ 50 mil por clandestino. "Por que eles fariam algo assim (tentativa de homicídio) se havia cobertura de seguro? Bastava entregá-lo para as autoridades. Quanto ao racismo, todos têm famílias em suas cidades e alguns são casados ou mantêm amizades com pessoas negras. Dessa forma, soa no mínimo estranha essa acusação de racismo", diz, lembrando que o Suruf Kuru faz a rota entre a África e o Brasil há diversos anos.

O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2012 | 03h05

Giordano também se apoia no depoimento do médico Aaron Reinert, que atendeu Ondobo em Paranaguá. "Exame médico mostrou que não havia marcas nem sinais de tortura", disse, citando também o depoimento de Gicu Lucian Vasilache, comandante do navio chileno que resgatou o camaronês, já com hipotermia. Ondobo teria dito a ele que estava em um "pesqueiro". /J.C.L.

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