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Defesa de jogador nega compra de habilitação

Advogado de Malcom diz que afirmações do Detran-SP sobre o atleta são falsas e que procedimento para tirar a CNH levou 4 meses

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2015 | 21h34

A defesa do jogador corintiano Malcom Filipe Silva de Oliveira contestou nesta sexta-feira, 17, as afirmações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) que o acusa de comprar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

Segundo o advogado do atleta, Régis Villas Bôas Villela, foram divulgadas informações falsas sobre o caso. “Ele deu entrada com os documentos para tirar a carteira, em fevereiro. A emissão aconteceu em maio. Portanto, não é verídico dizer que ele tirou a carteira em 20 dias”, afirmou Villas Bôas.

O advogado relata uma lista de fatos que, segundo ele, não aconteceram. “O Malcom não retirou a carta em Hortolândia; deu entrada, fez todos os procedimentos e retirou o documento na cidade de São Paulo.”

O atacante corintiano também não foi comunicado sobre a suspensão da sua habilitação nem foi chamado para prestar esclarecimentos no Detran. “Até que se prove o contrário, a carteira do Malcom está em ordem. Ele está orientado a não dirigir. Não por causa da CNH, mas para evitar o envolvimento em acidentes nesse momento”, comentou o advogado.

Investigação. O Detran descobriu que quase 5 mil CNHs foram emitidas de maneira irregular, porque os motoristas compraram o documento. Segundo o departamento, o jogador do Corinthians é um dos investigados na fraude.

Doze funcionários do Detran foram afastados por envolvimento no esquema, que movimentou pelo menos R$ 10 milhões. Cada CNH era vendida por entre R$ 2 mil e R$ 6 mil.

As fraudes foram identificadas em Hortolândia, Jundiaí, Laranjal Paulista, São Caetano do Sul, São Vicente, Sumaré e Valinhos. Nesses municípios paulistas, as carteiras eram emitidas em até 20 dias. O prazo normal é de 75 a 90 dias.

Os funcionários utilizavam uma senha que é usada para que integrantes das Forças Armadas tirem o documento com mais rapidez. Esse recurso acabava sendo oferecido para quem pagava pela CNH.

As denúncias foram encaminhadas para a Polícia Civil, que também vai investigar os casos.

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