Valéria Gonçalvez/AE - 25/08/09
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Defesa de Gil Rugai diz que houve falsa perícia do IC no caso

Advogado questiona quantidade de lacres de amostras; jovem é acusado de matar o pai e a madrasta

estadão.com.br, com informações da Sonia Racy,

25 Novembro 2011 | 10h35

SÃO PAULO - A defesa do publicitário e ex-seminarista Gil Rugai questionam na Justiça a perícia feita Instituto de Criminalística de São Paulo na investigação do caso. Ele é acusado de matar o pai e a madrasta em Perdizes, zona oeste paulistana, em 2004. Com isso, o processo pode ter uma reviravolta e ainda adiar seu julgamento, informa a coluna da Sonia Racy.

Os advogados do jovem afirmam que o confronto entre o sangue de Gil com o encontrado no local do crime pode "nunca ter sido feito". Mesmo o IC tendo emitido laudo - incluído nos autos - afirmando sua realização e também o resultado. Eles apontam um "crime de falsa perícia".

Marcelo Feller, advogado, sustenta que a suspeita de falsidade se baseou nos lacres que vedam as amostras colhidas na cena do assassinato. "Se o material tivesse sido analisado, seu lacre inicial deveria ter sido rompido e, depois de manipulado, lacrado novamente com outra numeração. Mas o número que vimos semana passada é o mesmo de antes da referida perícia."

Via juiz, Feller pede esclarecimentos ao Instituto.

O caso. Gil Rugai é acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, em março de 2004. O corpo do casal foi encontrado um dia depois do crime, em Perdizes. No mesmo local onde o casal morava, funcionava a produtora de vídeos do publicitário.

O vigia disse ter visto Gil Rugai ter saído da casa na noite do crime. Dois dias após, a polícia descobriu que a produtora havia sofrido um desfalque de R$ 100 mil. No dia seguinte, informou que o desvio havia sido dado por Gil Rugai. Depois disso, no dia 6 de abril de 2004, o publicitário se entregou para a polícia, mas alegou inocência.

Em 2006, o publicitário conseguiu um habeas corpus, mas em 2009, voltou a ser preso. O Supremo Tribunal Federal (STF), porém, concedeu liberdade até o julgamento do caso.

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