Defesa de Elize pede exumação de Matsunaga

A defesa da bacharel de Direito Elize Araújo Kitano Matsunaga pediu ontem à Justiça a exumação do corpo do executivo Marcos Kitano Matsunaga. Segundo os defensores, há dúvidas se a ré esquartejou o marido quando ele ainda estava vivo, como afirmou o perito Jorge Pereira de Oliveira. O crime aconteceu em 19 de maio, no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2012 | 02h02

A intenção da defesa é mostrar que Matsunaga já estava morto quando foi esquartejado por Elize, o que excluiria pelo menos uma das qualificadoras do crime (assassinato cometido por meio cruel), reduzindo a eventual pena da ré. "Se houve fratura na base do crânio (provocada pelo tiro), ele morreu imediatamente", afirmou a assistente de defesa, Roselle Soglio.

O promotor José Carlos Cosenzo disse que discorda da exumação. A Justiça decidirá se haverá ou não o procedimento após o parecer do promotor e do assistente de acusação, o advogado Luiz Flávio D'Urso.

Na audiência de ontem, foi ouvida a babá da filha do casal, Mauricéia José Gonçalves, de 42 anos. A testemunha pediu que Elize fosse retirada da sala por "ter medo dela". Segundo o promotor, a babá contou que Matsunaga tratava Elize como uma princesa e que nunca presenciou ameaças ou discussões entre o casal. Já o advogado de defesa, Luciano Santoro, disse que a babá afirmou ter presenciado brigas rotineiras nos três meses anteriores à morte de Matsunaga e que vê estranheza no depoimento dela, que temeria perder o emprego (trabalha para os pais do executivo). Uma nova audiência será realizada em 30 de janeiro. Além de Elize, será ouvida a amante do executivo, Natália Vila Real Lima, que não compareceu ontem ao fórum./W.C.

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