Defesa de acusada de mandar matar executivo da Friboi diz que há chance de confissão

Advogado afirma que ele está de 'mãos atadas'; ré nunca confessou assassinato da vítima, seu ex-marido, a ninguém

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2013 | 14h40

SÃO PAULO - O advogado de Giselma Carmem Campos Magalhães, acusada de mandar matar o ex-marido e diretor-executivo da Friboi em 2008, afirmou que houve uma reviravolta no julgamento e que a Defesa ficou agora de "mãos atadas". Segundo Ademar Gomes, o irmão da Giselma, Kairon Vaufer Alves, que também é réu no processo, vai confessar sob juízo que ela é a mandante do crime. Até então, Kairon havia apenas confessado à polícia a participação da irmã, o que não tem valor jurídico.

O vídeo com a confissão ao delegado Rodolpho Chiarelli Jr - que depôs como testemunha de acusação - foi exibido aos jurados na manhã desta quinta-feira, 26.

"Até então, Kairon dizia que tinha feito aquele vídeo coagido, torturado. Então a tese de defesa de Kairon era tentar desqualificar o vídeo. (Com a confissão), cai por terra defesa de Kairon e, por sua vez, de Giselma também", disse Ademar. Há a possibilidade de Giselma confessar o crime. "Vou conversar com ela e deixar que ela decida o que fazer. Se ela entender que tem culpa e confessar, é um atenuante. Se não confessar, a nossa tese é da negação de autoria."

Os interrogatórios do réus estão previstos para a tarde desta quinta.

Entenda. A denúncia do Ministério Público diz que Giselma planejou a morte do ex-marido junto com seu irmão por parte de mãe, Kairon Vaufer Alves, que confessou ter participado da morte. Kairon contratou dois homens para tirar a vida de Humberto e, na noite de 4 de dezembro de 2008, o empresário foi executado com dois tiros perto de sua casa, no bairro Vila Leopoldina. O motoqueiro Paulo dos Santos e o mandante Osmar Gonzaga Lima já foram julgados e condenados a 20 anos de prisão cada um.

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