Defesa Civil vistoria casas vizinhas ao templo da Renascer

Ao todo, 9 imóveis estão interditados por causa do desabamento que deixou nove mortos e mais de 100 feridos

Da Redação,

04 Fevereiro 2009 | 12h27

Integrantes da Defesa Civil fazem mais uma vistoria nas casas vizinhas ao templo da Igreja Renascer nesta quarta-feira, 4. As residências foram interditadas após o desabamento que deixou nove mortos e mais de 100 feridos. O templo está sendo demolido e ainda não há uma análise final para saber quando os moradores vão poder retornar às casas. Ao todo, nove imóveis tiveram de ser interditados.   Veja também:  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer    Na terça-feira, 3, os peritos da Polícia Científica terminaram o trabalho de campo no templo da Renascer. O laudo da perícia, iniciada no dia 19, deve sair em 30 dias. Esse prazo pode ser prorrogado, caso haja necessidade. Foram retiradas 8 das 14 tesouras - estruturas que sustentam o telhado. Elas foram remontadas no estacionamento. A partir de agora, as investigações seguem no Instituto de Criminalística (IC), no Butantã.   No fim desta manhã, o coordenador da Defesa Civil da capital, coronel Orlando Rodrigues de Camargo Filho, reuniu-se com representantes da igreja para verificar a possibilidade dos nove imóveis situados ao lado do templo serem vistoriados novamente nesta quinta, 5, e desinterditados.   CPI das Igrejas   Após o desabamento na Renascer, os vereadores de São Paulo querem uma CPI para investigar a licença dos templos religiosos na cidade. Na primeira sessão do ano da Câmara Municipal, o centrão - bloco formado por PMDB, PTB, PR e outra legendas - e a oposição protocolaram três CPIs "espinhosas" para o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Um pedido, apresentado pelo vereador Adilson Amadeu (PTB), propõe investigar licenças dos templos religiosos.   Para protocolar uma CPI são necessárias 19 assinaturas mas, para funcionar, é preciso ter 28 votos de 55 possíveis. O pedido de investigação das igrejas irritou o líder do DEM e evangélico Carlos Apolinário. "Não vi o mesmo empenho dos vereadores em outros casos de desabamento." Aurélio Miguel (PR) pediu CPI mais abrangente, com apuração de irregulares em todos os imóveis. "É a forma que temos de pressionar para trazer legalidade à cidade."   Antonio Donato (PT) ressuscitou a CPI sobre denúncias de corrupção. "A CPI surge a partir da máfia na (Subprefeitura da) Mooca, mas o Ministério Público já investiga outras cinco subprefeituras." A comissão foi barrada no ano passado. Donato disse que agora há "condições políticas" para aprová-la. "Acho que tem um nervosismo do centrão. Pode ser pelos cargos na subprefeitura, não sei."   Integrantes do centrão, Adilson Amadeu e Aurélio Miguel rechaçam pressão política nas CPIs. "Há um fato determinado", disse Amadeu, sobre a tragédia da Renascer. O líder do governo, José Police Neto (PSDB), minimizou. "Se tivessem 30 CPIs, eu ficaria preocupado, mas são só três."   (Com Elvis Pereira, do estadao.com.br)   Atualizado às 14h50 para acréscimo de informações.

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