Defesa Civil realiza vistoria no Morro do Macaco após deslizamento

Técnicos fazem trabalho de vistoria e monitoramento da área atingida

João Paulo Carvalho, estadão.com.br

08 Julho 2011 | 13h58

SÃO PAULO - A Defesa Civil iniciou na manhã desta sexta-feira, 8, os trabalhos de vistoria e monitoramento da área atingida pelo deslizamento que ocorreu ontem no Morro dos Macacos, em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo. Uma criança de três anos e uma adolescente grávida morreram no incidente. A Defesa Civil interditou 24 casas construídas no barranco mais íngreme da ocupação. Inicialmente, a interdição havia atingido 50 imóveis, no entanto, após avaliação, 26 foram liberados.

A urbanização do Morro dos Macacos teve início em 2010. Trata-se de uma área de risco invadida na década de 80, que tem cerca de dois mil habitantes. A região tem trechos caracterizados como áreas de risco R3 e R4. A Secretaria Municipal de Habitação oferece atendimento com auxílio aluguel no valor de R$ 300 por mês a todas as 500 famílias, entretanto somente 422 aceitaram o auxílio.

O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar as causas do deslizamento de terra. O inquérito pretende apurar imperícia e negligência em obras, como a construção de muros de contenção para a população não removida em área de risco.

O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, responsável pela ação, pede informações à Subprefeitura de Cidade Ademar e à Secretaria Municipal de Habitação, que terão 15 dias para responder. O promotor destaca que em 2004 o MP ajuizou ação civil pública sobre a área onde ocorreu o acidente. As famílias devem ser removidas da área de risco no prazo de 180 dias, de acordo com medida liminar da ação que tramita na 6ª Vara da Fazenda Pública.

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