Defesa Civil de Santos não estipula prazo para resgate em pedreira

Cães farejadores reduziram a área de buscas de 100 mil para 20 mil metros quadrados

Zuleide de Barros, Especial para O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2011 | 18h27

SANTOS - Até o início da noite desta sexta-feira, 15, não foram localizados os corpos dos dois trabalhadores soterrados na manhã de terça-feira, 12, quando uma avalanche de 50 mil toneladas de pedras, terra e vegetação deslizou da encosta da pedreira Santa Tereza, da empresa Max Brita, que fica próxima a Monte Cabrão, altura do Km 246 da Rodovia Rio-Santos. Para o chefe do Departamento de Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa, não dá para estabelecer um prazo para o término dos trabalhos. "Os corpos dos trabalhadores podem ser encontrados hoje ou daqui a um mês, diante das dificuldades de escavação do local", disse.

 

Houve um avanço nos trabalhos de liberação do entulho e de detonação dos blocos de terra, com a adesão de mais homens do Corpo de Bombeiros e de operários da própria pedreira, auxiliados por técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que estão monitorando todos os passos da operação, a fim de evitar novos acidentes.

 

Um avanço importante foi dado ontem, quando os cães farejadores reduziram as buscas, de 100 mil para 20 mil metros quadrados, apontando uma área da rocha onde podem estar enterrados os corpos. As famílias de Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos, que há 15 trabalhava na empresa, e de Walter Santana, de 49, há um mês contratado pela pedreira, mostravam-se desanimadas com a possibilidade de encontrarem seus parentes com vida. "Estamos orando muito, mas cada dia que passa fica mais difícil acreditar num milagre", afirmava, apreensiva, a mãe de Jucelino, Marinita Rodrigues de Deus.

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