Governo de São Paulo/Divulgação
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Defesa Civil confirma morte de 12 pessoas por causa das chuvas em Itaoca

Bombeiros e policiais militares seguem com buscas; ponte que dá acesso à cidade será reconstruída

O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2014 | 14h34

Atualizada às 18h40

SOROCABA - Subiu para 12 o número de mortos já confirmados por causa das enchentes em Itaoca, no Vale do Ribeira, sudoeste do Estado, na tarde desta terça-feira, 14. Os números foram informados pelo prefeito da cidade, Rafael Rodrigues de Camargo (PSD), e confirmados pela Defesa Civil nesta tarde. Além dos doze óbitos, segundo a Defesa Civil do Estado, ainda há registros de oito pessoas desaparecidas. Pelo último levantamento, dezenove casas foram destruídas, mas o número pode aumentar pois há bairros sem acesso. Pelo menos uma dezena teve a estrutura abalada e dependem de avaliação da equipe do Instituto Geológico. De acordo com a Defesa Civil, 332 pessoas, de 83 famílias, estão desalojadas e 20 pessoas foram abrigadas na Escola Municipal Elias Lages Magalhães.

"Foi uma chuva atípica", afirmou o prefeito à Rádio Estadão nesta terça-feira. "Choveu forte durante curto período de tempo causando deslizamento das encostas e as árvores desceram para o rio", relatou. Segundo Camargo, foram inundadas uma escola estadual e duas municipais, além de uma unidade de saúde básica. A avenida principal do município segue interditada.

"Graças a Deus veio muito apoio de fora. Os prefeitos de fora ajudaram na limpeza, a montar a equipe e reordenar a cidade", disse o prefeito. De acordo com ele, todas as vítimas eram da região, com exceção de uma família que visitava a cidade.

Reconstrução. A Defesa Civil mantém uma equipe com 66 homens, sendo 56 bombeiros concentrados nas buscas. Uma aeronave da Polícia Militar também foi deslocada para auxiliar no reconhecimento e acesso a bairros mais isolados. A Secretaria Estadual de Saúde enviará reforço, vacinas e remédios para atender aos afetados.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu à prefeitura de Itaoca aumento no número de moradias pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano. Antes a garantia era de 60 unidades para o município e, após a tragédia, Alckmin elevou o número para 90. "Ele também deixou a orientação de ajuda de custo para essas famílias durante seis meses, com aluguel e etc", afirmou. As famílias receberão, durante três meses, bolsa-aluguel de R$ 300.

O governador também prometeu mudar o desenho da ponte que dá acesso à cidade, destruída por causa da inundação. Segundo Alckmin, a estrutura da ponte, com muitas pilastras, represou a água e foi responsável pelos estragos. A ponte será refeita com maior altura, um arco e concreto armado, anunciou o governador.

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