Marco Yamim/Divulgação
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Decreto vai restringir acesso de veículos de carga em Ilhabela

O plano é estabelecer horários em que a entrada de veículos pesados na ilha ficará proibida, a exemplo de restrições do tráfego de caminhões em rodovias e nas vias marginais da capital

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2019 | 06h00

SOROCABA - A prefeitura de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, vai publicar decreto na próxima semana restringindo o acesso de veículos de cargas à ilha, um dos principais destinos turísticos paulistas durante o verão. De acordo com a prefeita Maria das Graças Ferreira Souza (PSD), a medida tem o objetivo de melhorar a mobilidade dos turistas que, na maioria das vezes, buscam as praias da ilha usando automóveis.

Segundo a prefeita, o excesso de caminhões congestiona o serviço de balsas que transportam os veículos entre Ilhabela e o continente. O plano é estabelecer horários em que a entrada dos veículos pesados na ilha ficará proibida, a exemplo das restrições do tráfego de caminhões em rodovias e nas vias marginais da capital.

A proibição vai se restringir aos fins de semana e feriados, quando o afluxo de turistas aumenta. Os chamados veículos urbanos de cargas - que são caminhões compactos, com comprimento inferior a 5,50 metros e largura máxima de 2,2 metros - não ficarão sujeitos ao controle.

Ainda segundo a prefeitura, a medida foi discutida com a Câmara e com a estatal Desenvolimento Rodoviário (Dersa), responsável pelo serviço de balsas. No verão passado, os turistas enfrentaram longas filas para entrar e sair da ilha. A companhia alegou que parte do problema foi causada pelo excesso de caminhões, que ocupam 20% da capacidade de travessia. As balsas têm capacidade para transportar até 276 veículos por hora.

Conforme os números da Dersa, são transportados entre mil e 1.500 veículos por dia, mas a partir do início de dezembro, esse número sobe para até 4 mil veículos. Devido ao porte e ao peso, os caminhões prejudicam a mobilidade do sistema, afirma a empresa. Em setembro, foram transportados 12 mil caminhões nos dois sentidos, número considerado recorde.

A prefeitura informou que o decreto será baixado assim que a Advocacia Geral do município concluir a análise dos aspectos jurídicos. Haverá um prazo de 30 dias para que os transportadores de cargas se adaptem à nova regra.

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