Decretada prisão de acusado de matar dentista

Jônatas Cassiano Araújo foi identificado ontem; polícia divulgou retrato falado de outros dois

Bárbara Ferreira Santos e Mônica Reolom,

27 Abril 2013 | 01h29

A Justiça decretou nessa sexta-feira a prisão temporária de Jônatas Cassiano Araújo, de 21 anos, um dos acusados de assaltar, atear fogo e matar a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, anteontem em seu consultório, em São Bernardo do Campo, no ABC. Pela manhã, o corpo de Cinthya foi enterrado no Cemitério da Vila Euclides, no centro de São Bernardo.

Araújo, que estava foragido até ontem à noite, foi identificado após sua mãe prestar depoimento e reconhecê-lo nas imagens gravadas pela câmera de uma loja de conveniência, onde fez saque com o cartão de Cinthya. O Audi A3 preto usado no crime, que foi apreendido ontem, está no nome da mãe de Araújo. A polícia também divulgou os retratos falados de outros dois suspeitos.

Há suspeita de que os acusados tenham participado de outros dois assaltos a dentistas em outubro de 2012 e no último dia 12, respectivamente em São Bernardo e no Sacomã, zona sul da capital. Nesse último caso, três criminosos invadiram um consultório, roubaram cartões e fizeram saques. Na fuga, levaram o Honda Fit da dentista – que foi encontrado anteontem à noite no condomínio em que Araújo mora. "A tortura psicológica ocorreu nos três casos", disse o delegado seccional Waldomiro Bueno Filho.

Saques

O Estado apurou que outros dois casos podem estar relacionados ao assalto à clínica de Cinthya. No último dia 16, quatro homens assaltaram um consultório no Ipiranga, na zona sul. Um dos ladrões fez saques com cartões roubados enquanto os outros ficaram com nove vítimas amarradas. A ligação com o quarto caso é o Audi A3 preto da mãe de Araújo. Ele foi o veículo de criminosos em um roubo a uma casa em São Bernardo, em dezembro. Na época, Araújo e a mãe foram ouvidos pela polícia, mas liberados pois as vítimas não os reconheceram.

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