Decisão sobre permanência nos corredores só sairá em janeiro, diz Haddad

Prefeito afirma que vai se reunir primeiro com conselhos; taxistas fizeram carreata e reclamam de 'perseguição'

Artur Rodrigues e Caio do Valle,

16 Dezembro 2013 | 16h35

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) adiou para o ano que vem a decisão sobre a permanência dos taxistas nos corredores de ônibus da cidade.  Ele afirma que o posicionamento será dado em janeiro, após reuniões com a sociedade.

"Vamos chamar uma reunião do Conselho da Cidade e do Conselho Municipal de Transporte para apresentar os estudos, porque nós não queremos tomar nenhuma decisão sozinhos a esse respeito", disse nesta segunda-feira,16. "Os taxistas podem ficar tranquilos que não vamos tomar nenhuma decisão ou para incluí-los ou para excluí-los dos corredores sem ouvir a sociedade, a decisão vai ser tomada depois de um amplo debate".

Um protesto de taxistas percorreu na manhã desta segunda-feira, 16, vias das regiões central e sul da capital paulista. Os dois sindicatos da categoria na cidade, no entanto, não endossam o ato e afirmam que a adesão ao movimento é pequena. Grupo saiu do Pacaembu, na região central de São Paulo pela manhã e chegou à Prefeitura às 12h20.

Por volta das 9h50, a carreata ocupava duas faixas da Avenida Rubem Berta, sentido Aeroporto de Congonhas, na zona sul, provocando lentidão. Antes, os manifestantes percorreram as Avenidas Doutor Arnaldo e Paulista e as Ruas Cubatão e Tomas Carvalhal, além da Avenida 23 de Maio. A carreata chegou ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul, por volta das 10h10 e se dirigiu ao centro da cidade pelo Corredor Norte-Sul. Às 12h20 o comboio chegou à Prefeitura, destino final do protesto.

A concentração, segundo a CET, foi perto da Rua Major Natanael, no Pacaembu, região central. Cerca de 50 taxistas participavam da ação, de acordo com a CET. Nem o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxis no Estado de São Paulo (Simtetaxis) nem o Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi-SP) apoiaram a carreata.

Fontes nessas duas entidades informaram que, embora os taxistas paulistanos tenham reivindicações do poder público (como a expedição de mais alvarás, a permissão para o uso das faixas exclusivas de ônibus e a tentativa de fazer com que a Prefeitura não os proíba de circular nos corredores exclusivos), não recomendam nenhuma manifestação, já que ainda estão em diálogo com a Secretaria Municipal dos Transportes e com representantes da Câmara Municipal.

Corredores. Na terça-feira, 17, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, deve se encontrar com o promotor de Habitação e Urbanismo Mauricio Ribeiro Lopes para discutir o futuro dos táxis nos corredores de ônibus. Um estudo encomendado pela Promotoria à Prefeitura e divulgado na semana passada revela que esses veículosatrapalham o deslocamento dos coletivos nos corredores, que ficam à esquerda da pista.

O promotor analisa o estudo encaminhado pela Prefeitura. Até o momento, não tomou nenhuma decisão, mas disse estar inclinado a pedir a retirada dos veículos dos corredores.  

Já nas faixas exclusivas, situadas à direita, os taxistas nunca puderam utilizar, desde que foram lançadas pela Prefeitura. Nesta segunda-feira, a cidade atinge a marca de 290 km de faixas só para os ônibus, perto da meta da gestão Fernando Haddad (PT) para o setor.

 

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