Decisão sobre habeas-corpus de casal Nardoni sai hoje

Alexandre em conversa com outro detento revelou estar confiante em uma decisão positiva na Justiça

da Redação - estadao.com.br,

13 de maio de 2008 | 05h33

A decisão sobre o pedido de habeas-corpus de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deve ser divulgada nesta terça-feira, 13, pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O casal está preso desde a noite de quarta-feira, quando teve a prisão preventiva decretado e a denúncia aceita pela Justiça. Os dois são acusados de asfixiar e jogar do 6º andar a menina Isabella Nardoni, de 5 anos. O crime aconteceu no final da noite de 29 de março. O prazo para o magistrado tomar a decisão é de 5 dias e ele analisa o pedido deste sexta-feira. Canguçu de Almeida já havia concedido, em 11 de abril, liminar em habeas-corpus para soltar o casal, cuja prisão temporária tinha sido decretada por 30 dias pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri da capital. Segundo o desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), a decisão de um habeas-corpus geralmente sai em 48 horas. Alexandre Nardoni continua preso no 13º DP (Casa Verde), numa carceragem especial para os portadores de diploma de curso superior porque é formado em Direito. Enquanto isso, Anna Carolina Jatobá permanece em uma cela isolada na Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba. No sábado, disse em conversa com um preso na carceragem estar confiante na Justiça. "Vou conseguir o habeas-corpus", previu. Ressaltou também que era inocente. "Quem matou minha filhinha está lá fora, solto." Transferência de Alexandre O delegado do 13º DP, Reynaldo Peres, disse na segunda-feira que Alexandre Nardoni precisa ser transferido. "Os outros presos não querem ele por perto. Temos receio de que possa acontecer algo a ele, aqui", afirmou. Além de isolar Alexandre, na sexta-feira, o delegado encaminhou, no mesmo dia, pedido de transferência à Justiça. Até o final da noite, a Justiça não havia recebido o pedido, segundo a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça. O que ocorreu, segundo o TJ, foi um contato do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), da Secretaria de Segurança Pública, com o Departamento Técnico de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo), da Justiça. Caberá à Secretaria de Administração Penitenciária, no caso de transferência, indicar para onde Alexandre será levado.  (Com colaboração de Carolina Freitas e Camila Tuchlinski)

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