Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Decisão sobre baixar tarifa é política, diz Haddad

Prefeito afirmou que população deveria saber que medida poderia tirar recursos de outras áreas, como saúde

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

18 Junho 2013 | 10h54

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira, 18, que a decisão sobre a revisão do reajuste do preço da passagem é política. A declaração foi feita enquanto o petista comentava a revisão do aumento e a adoção de uma política de tarifa zero, bandeira defendida pelo Movimento Passe Livre (MPL).

"A decisão não é técnica, é política mesmo", disse Haddad, durante reunião do Conselho da Cidade, na sede da Prefeitura, no centro da capital paulista. Do encontro, participam membros do MPL, além de representantes de partidos políticos como o PSTU e o PSOL.

Segundo ele, a população deveria antes saber dos custos que isso acarreta, e que haveria redução de verbas para setores como educação e saúde.

Além disso, o prefeito explicou que a entrada em vigor de uma possível política de tarifa zero antes precisaria ser debatida nas 31 subprefeituras.

Manifestações - Uma nova onda de protestos, maior do que as anteriores e com um leque de reivindicações mais amplo, voltou a tomar conta das ruas de importantes cidades, em diferentes regiões, nessa segunda-feira, 17. A maior, em São Paulo, reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo estimativa da PM. Foi a quinta na capital paulista e a primeira sem confrontos com a polícia. No final da noite desta segunda, um grupo minoritário tentou invadir o Palácio, mas foi repelido com bombas de gás. Em todo o País, a estimativa é que 230 mil pessoas foram às ruas protestar. As marchas foram caracterizadas sobretudo por expressões de rejeição da política institucional.

Sexto protesto - O Movimento Passe Livre (MPL) marcou para esta terça-feira, 18, às 17 horas, com concentração na Praça da Sé, a sexta manifestação pela redução da tarifa do transporte público em São Paulo. Até o fim da noite desta segunda, pouco mais de 80 mil pessoas já haviam confirmado participação no protesto.

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