Decisão de habeas-corpus do caso Isabella fica para sexta-feira

O habeas-corpus não impedirá que a prisão temporária seja transformada em preventiva, se houver pedido

Da Redação,

10 de abril de 2008 | 21h03

O julgamento do habeas-corpus para o casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, deve ocorrer nesta sexta-feira, 11. Segundo a assessoria de imprensa do Tribual de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, que analisa o pedido, não se encontrava em São Paulo na quinta-feira.   VEJA TAMBÉM A tragédia, as dúvidas e contradições do caso Escute por que crimes assim comovem a sociedade Tudo o que já foi publicado sobre o caso Isabella    O pedido para soltura dos dois foi impetrado na segunda-feira no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. Alexandre está preso no 77º Distrito Policial (DP), em Santa Cecília, região central da capital paulista. Já Anna Carolina está detida no 89º DP, no Morumbi, na zona sul. Eles estão presos desde quinta-feira da semana passada. Isabella, de 5 anos, morreu no dia 29 de março, ao cair do 6º andar do prédio onde o casal mora com os filhos.   Se concedido, o habeas-corpus não impedirá que a prisão temporária, decretada pelo juiz Maurício Fossen, do 2.º Tribunal do Júri, seja transformada em preventiva, se houver pedido da polícia ou do Ministério Público.   O desembargador Canguçu, ex-presidente do Tribunal de Justiça, já atuou em casos de repercussão, geralmente com decisões conservadoras. No caso de Suzane Richthofen, ele impediu que o julgamento fosse transmitido ao vivo pela imprensa. Canguçu também reintegrou ao cargo o promotor Thales Ferri Schoedl, que matou um garoto e feriu outro em Bertioga.   Na quinta-feira, 10, duas testemunhas foram ouvidas no 8º Distrito Policial (Brás). As testemunhas disseram à polícia ter escutado Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, na noite de 29 de março, falar ao celular a frase "meu irmão fez uma c...". Pouco antes, a menina Isabella havia sido jogada da janela.   "Essa testemunha é mentirosa porque em momento nenhum eu disse isso, até porque eu não sabia o que estava acontecendo. Em segundo ponto, eu não atendi meu celular na frente de ninguém", afirmou Cristiane, em depoimento a emissoras de televisão. Ela disse que na noite do dia 29, logo após Isabella ser encontrada no jardim do prédio, recebeu uma ligação do pai avisando sobre o que havia acontecido mas, com o barulho do bar onde se encontrava, que tinha "música ao vivo", desligou o aparelho e decidiu ligar para o pai de um banheiro.    "Por isso eu digo: ninguém me ouviu falar. E essa afirmação é mentirosa, porque em momento nenhum eu disse isso."   A madrasta da garota Isabela de Oliveira Nardoni, Anna Carolina Trotta Jatobá foi ouvida novamente no início da tarde desta quinta pela polícia.   A delegada-assistente do 9º DP, Renata Pontes, ouviu Anna Carolina por cerca de 20 minutos no 89º distrito, na presença do advogado Marco Polo Levorin. A delegada deixou o 89º DP por volta das 13h40 sem dar detalhes da conversa. A policial disse apenas que foi uma conversa e que está esperando os laudos para definir os próximos passos do inquérito.

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