Debate

Vale a pena proibir venda de bebida alcoólica no evento?

, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2011 | 00h00

Percival Maricato

Sim

Sou a favor da proibição, porque o sujeito que bebe na rua é o que causa mais conflito. Claro que não é todo mundo, é um ou outro, mas tem pessoas com problemas de conduta que têm de ser regradas pela sociedade. Não sou contra as pessoas beberem, mas tem de beber e ser comedido. É preciso controlar quem não sabe se comportar. O que sou contra é a perturbação de um evento por essa pessoa que bebe, atrapalhando a maioria. Claro que não pode ser uma proibição absoluta, e sim de excessos. Se a pessoa quiser continuar a beber depois da 1 hora, ela tem de ir para um lugar apropriado, não ficar no meio da rua. Ela que procure um bar e se comporte.

DIRETOR JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BARES E RESTAURANTES (ABRASEL)

Edson Pinto

Não

As pessoas devem escolher o que fazer e saber seus limites. Quem está mal intencionado e quer embriagar-se a todo custo vai fazê-lo, com ou sem bebida sendo vendida durante o evento. Aquele que quiser beber e causar tumulto com certeza já vai sair de casa disposto a isso. Hoje as pessoas bebem nas suas residências, compram bebida alcoólica em supermercados, lojas de conveniência, em todo lugar. Não se parte do princípio que todas essas pessoas são alcoólatras, mas sim que elas sabem se comportar de acordo com seus limites. Certamente na Virada Cultural vamos ver pessoas com suas garrafas de aguardente bebendo livremente.

DIRETOR DO SINDICATO DE HOTÉIS, RESTAURANTES, BARES E SIMILARES DE SP

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