Rene Moreira/Estadão
Rene Moreira/Estadão

De volta à cadeia por ordem da Justiça, mãe de Joaquim lê e fuma o tempo todo

Promotor acrescentou o pedido de prisão contra Natália Ponte porque, segundo ele, houve omissão no caso

O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2014 | 02h05

De volta à Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, em Franca, no interior, a psicóloga Natália Mingone Ponte, de 29 anos, tem passado o tempo todo fumando e lendo. Ela levou para a cela uma grande quantidade de livros e pacotes de cigarro. A mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, morto em Ribeirão Preto, em novembro, completou 24 horas presa na tarde de ontem. Ela voltou para a cadeia por ordem da Justiça, após ficar 31 dias encarcerada e ser solta.

Funcionários contaram que Natália quase não fala e fica debruçada nos livros. Ela foi denunciada pelo Ministério Público por participação na morte do filho e responderá por homicídio.

Natália tinha sido libertada no dia 11 de dezembro. O pedido para que fosse presa de novo partiu do promotor Marcus Túlio Nicolino. Ele recebeu nesta semana o inquérito da Polícia Civil, que indiciava apenas o padrasto do menino.

Guilherme foi apontado pela polícia como culpado pela morte da criança e responderá por homicídio doloso triplamente qualificado. O promotor acrescentou o pedido contra Natália porque, segundo ele, foi omissa no caso. Ela foi localizada e encaminhada para a mesma cela em que havia ficado anteriormente, na Cadeia Feminina do jardim Guanabara, em Franca.

Cronologia do caso:

Dia 5/11

Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, desaparece após ter sido colocado para dormir em seu quarto, por volta da meia-noite, em Ribeirão Preto, interior de SP.

Dia 6/11

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro pede a prisão do casal.

Dia 7/11

A Justiça nega o pedido.

Dia 10/11

O corpo de Joaquim é encontrado no Rio Pardo. À noite, a Justiça decreta a prisão, por 30 dias, da mãe do padrasto. Exames do IML apontaram que não havia água nos pulmões da criança, o que afastou a hipótese de afogamento.

Dia 11/12

A psicóloga Natália Ponte, mãe do menino, deixa a Cadeia Feminina de Franca, no interior de São Paulo após habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Dia 4/1

O Tribunal de Justiça de São Paulo decreta a prisão de Natália Ponte.

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