De senador antipetista a parceiro de Dilma

Governador fez carreira no PFL e DEM na esteira de seu padrinho, Jorge Bornhausen, e embarcou no PSD de Kassab

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h03

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, construiu sua carreira política no PFL e no DEM, sempre à sombra do padrinho, o ex-senador, ex-governador e ex-ministro Jorge Bornhausen. Com ele, deixou o DEM e migrou para o PSD de Gilberto Kassab em 2011, aproximando-se, enfim, do governo petista, que havia ajudado a derrotar seguidas vezes em seu Estado.

Nos quatro anos em que foi senador (2007 a 2010), chegou a líder da minoria do Senado, o principal cargo da oposição.

Como senador, teve atuação típica de parlamentar liberal na economia, quase uma cópia dos posicionamentos de Bornhausen. É de Colombo emenda constitucional que proíbe o governo de criar tributos para se autofinanciar e propostas que dão amplo direito de defesa ao cidadão antes de ser posto na "malha-fina" da Receita.

Desde que assumiu o mandato de governador, enfrenta desafios na segurança pública. Ainda em 2011, aconteceram duas grandes fugas de presidiários em Florianópolis. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez na época um alerta sobre a precariedade das prisões. No mesmo ano, o governador desativou a penitenciária da capital, anunciando a construção de um moderno complexo em Imaruí, a 110 km de Florianópolis.

Em novembro de 2011, policiais civis fizeram paralisações e protestos por melhores salários. Colombo os atendeu antes que entrassem em greve. /J.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.