Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

De moto, 190 quer atender chamado em 1,5 min

Em dois meses, primeiro atendimento na capital paulista será feito ''sobre duas rodas''; elas ainda usarão tablets para checar dados em tempo real

Felipe Tau, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2011 | 00h00

Dentro de dois meses, 168 motocicletas da Polícia Militar estarão aptas a receber chamados do 190 na capital paulista, hoje atendidos em sua maioria por automóveis. A expectativa é de que o uso das motos nessa função reduza o tempo de chegada a uma ocorrência pelo menos pela metade: de 3 minutos, média atual, para 1 minuto e meio.

 Veja também:

link Alckmin anuncia mais 200 bases móveis da PM

As motocicletas fazem parte de uma compra de viaturas autorizada ontem pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no valor total de R$ 107 milhões. O pacote inclui 200 bases móveis, 1.168 automóveis e 729 motos para todo o Estado.

Tablet. Essas motos serão equipadas com um tablet - computador de tela sensível ao toque -, que dará sua exata localização geográfica via satélite. Os tablets poderão ser usados para achar endereços, checar placas e identidades de suspeitos em tempo real, enviando dados diretamente para a central de inteligência. Até outubro, os aparelhos estarão presentes em todas as viaturas de Grande São Paulo e, até janeiro, nas 11 mil viaturas do Estado.

O aparelho seria uma das chaves para o novo uso a ser dado às motocicletas. "Com o AVL (localizadores automáticos de viatura) será possível ver qual moto está mais perto da ocorrência e deslocá-la para o local. Será como ocorre hoje com as motos dos bombeiros: elas vencem o trânsito para dar o primeiro atendimento. Depois, chega um carro para dar cobertura", explica o coronel Carlos Botelho. "Será o grande diferencial para a polícia", completa o comandante-geral, coronel Álvaro Camilo.

De acordo com Botelho, as motos entrarão em funcionamento assim que chegarem aos quartéis. Os condutores vêm sendo treinados desde maio.

Rocam. Hoje, há 936 motos em uso pela PM na capital, nas Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam). "Mas somente atendiam chamadas da central 190 de vez em quando, não era a função principal. Agora, estamos criando uma unidade especialmente para isso", explica o coronel Botelho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.