De janeiro a julho, assaltos em ônibus de Campinas cresceram 54%

Levantamento da Transurc aponta que valor levado pelos criminosos nas ações também aumentou

Letícia Guimarães dos Santos - Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2014 | 10h59

CAMPINAS - A Associação das Empresas do Transporte Urbano de Campinas (Transurc) realizou um levantamento sobre os assaltos ocorridos dentro dos coletivos e revelou um número estarrecedor. Entre janeiro e julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013, os roubos aumentaram 54%. Enquanto no ano passado foram 209 casos, em 2014 as ocorrências chegaram a 322. Para se ter uma ideia do aumento, só em julho do ano passado foram 21 assaltos em coletivos, enquanto neste ano foram 70.

Além do número de casos, o estudo aponta também que o valor levado pelos criminosos durante as abordagens também ficou maior, passando de R$ 16.768,04 em 2013 para R$ 25.616,80 nos primeiros sete meses deste ano.

O aumento dos crimes desse tipo motivaram uma mudança drástica no cotidiano de quem trabalha no transporte público. A partir de outubro, o cargo de cobrador não vai mais existir em Campinas, já que estes são os funcionários que efetivamente sofrem as ameaças dos bandidos.  Com a extinção do cargo, os usuários dos coletivos também serão afetados, uma vez que dinheiro não será mais aceito, e os passageiros terão que utilizar um cartão específico carregado com o valor das passagens.

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