De 13 galerias, só 4 têm licença para funcionar

A mudança no perfil da região da Rua 25 de Março é criticada por representantes de antigos lojistas. "A Prefeitura tinha de botar para quebrar nessas galerias, que não estão trazendo imposto de importação e não geram empregos formais", afirma Miguel Giorgi Junior, comerciante da região e presidente da Federação das Entidades do Turismo de Compras e Negócios do Estado. Segundo ele, a cada loja que fecha, são 40 empregos a menos. "Desse jeito, vai acabar virando tudo galeria", afirma.

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h01

Uma das tendências identificadas por ele é que os andares superiores de shoppings populares maiores estão ficando vazios. A explicação é que os comerciantes estão migrando para as novas galerias que estão abrindo, em locais mais próximos da entrada. "Os primeiros boxes são os mais valorizados. Há aluguéis de R$ 8 mil que garantem o lucro", afirma. O preço do metro quadrado pode chegar a R$ 2 mil, mais caro, por exemplo, do que o Shopping Iguatemi (R$ 744, segundo pesquisa de 2011).

Das 13 galerias na Rua 25 de Março, apenas quatro têm licença de funcionamento, segundo levantamento da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Outros três locais têm o pedido de alvará em análise e o Shopping 25 de Março está em processo de fiscalização.

Os boxes dos espaços têm sido fechados com frequência por fiscais. Na maioria das vezes, o motivo é a venda de contrabando e pirataria. Assim como ocorre no caso dos shoppings da cidade, muitos estabelecimentos da 25 de Março também acabam garantindo seu funcionamento por meio de decisões liminares da Justiça.

O Estado visitou nos últimos dias todas as galerias da região da 25 e, na maioria delas, não encontrou nem sequer extintores de incêndio em locais visíveis. A Prefeitura de São Paulo disse que vai vistoriar os locais. / A.R.

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