De 129 resistências seguidas de morte, só uma foi ilegal

Uma execução ocorrida dentro de uma viatura da Polícia Militar no dia 5 de julho em Santo André foi a única ocorrência que causou punição nas investigações sobre os supostos casos de resistência seguida de morte levantados nos últimos três meses pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2011 | 00h00

No dia 6 de abril, o governo do Estado determinou que os casos de resistência fossem apurados pelo DHPP depois que o Estado revelou a gravação de uma testemunha narrando ao 190 a execução de uma pessoa em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos. A mudança tinha como objetivo aprimorar as investigações antes feitas pelos distritos.

Três meses depois, segundo o balanço apresentado pelo DHPP, houve 129 casos de supostas resistências seguidas de morte na capital e na Grande São Paulo, causando 148 mortes. Do total, 39 casos (30%) foram concluídos e enviados à Justiça. Apenas um PM foi punido. Nos demais, segundo apurou o DHPP, policiais agiram dentro da lei.

O PM preso, Dionel José Ferreira de Melo, estava de folga e era do 38º Batalhão da PM, na zona leste. No dia do crime, ele marcou um encontro com Eduardo Cardoso de Lima em uma padaria em Santo André, área do 10º BPM. O policial simulou ter sido vítima de roubo e acionou uma viatura. A vítima tinha quatro tiros quando a viatura do 10º BPM a socorreu. Ao chegar ao pronto-socorro, estava com seis tiros. "Já prendemos o policial que simulou o roubo e também devemos prender os policiais que atenderam a ocorrência", afirmou o corregedor em exercício da PM, Edson Silvestre.

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