Dão as melhores gorjetas e dormem até tarde

Algumas curiosidades e diferenças culturais chamam a atenção dos funcionários que lidam com os turistas chineses no dia a dia e fazem com que eles sejam bem quistos pelo staff dos hotéis.

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2013 | 02h06

A principal vantagem são as gorjetas, disputadas por camareiras e mensageiros. "De todos os estrangeiros, eles são os que deixam as maiores ", conta o supervisor de governança no Novotel Jaraguá, Geovane de Aragão. Ele afirma que não chega a ter briga, mas todos querem atendê-los.

Os chineses são também os turistas que dormem até mais tarde. Por isso, os horários de limpeza e arrumação dos quartos é mudado para os hóspedes orientais. "Quando eles saem do quarto, temos de correr para limpar rápido", conta o gerente.

Do frigobar, eles não consomem quase nada e ainda empurram os refrigerantes, águas e cervejas para o canto para colocarem algumas comidas típicas. Pela regra dos hotéis, o frigobar deve sempre ser mantido cheio, apesar de nunca ser usado.

O chineses também vêm ao Brasil à procura de lembranças peculiares. A recepcionista do Novotel Ada Jiang Chen conta que quatro produtos são os mais procurados por eles: própolis, pedras preciosas, café e chocolate. "O Brasil é um dos únicos países que ainda têm pedras preciosas para vender", conta. "E o chocolate deles é terrível." Filha de chineses, é ela quem atua como intérprete dos hóspedes.

Pequenos incidentes mudam a rotina dos funcionários. Mais de uma vez, ao fazer o check-out, os hóspedes simplesmente deixaram as malas do lado de fora do quarto e saíram.

Risco. "Eles não chamaram o mensageiro e simplesmente deixaram a mala. Imagina se algum laptop ou objeto de valor tivesse sido roubado", lembra Aragão.

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