FELIPE RAU/ESTADÃO
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D. Paulo Evaristo Arns festeja 50 anos de ordenação episcopal com missa na Sé

Arcebispo emérito de São Paulo, cardeal de 94 anos foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI em 1966

José Maria Mayrink, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2016 | 21h20

SÃO PAULO - O cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, festejou neste sábado, 2, com uma missa solene na Catedral da Sé, 50 anos de ordenação episcopal. A cerimônia foi presidida pelo cardeal-arcebispo, d. Odilo Scherer, com a participação de quase 200 padres e 40 bispos, entre os quais os cardeais d. Cláudio Hummes, também arcebispo emérito de São Paulo, d. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e d. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. 

O núncio apostólico, d. Giovanni D’Aniello, leu uma mensagem pessoal do papa Francisco enviada a d. Paulo cumprimentando- o pelo jubileu e exaltando sua atuação pastoral em defesa dos direitos humanos. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Leonardo Steiner, primo do cardeal, falou em nome da família. Vários parentes, entre eles os sobrinhos Flávio Arns e Nelson Arns, vieram de Santa Catarina e do Parana para a celebração.

Com quase 95 anos de idade, a serem completados em 14 de setembro, d. Paulo anda com dificuldade, apoiando-se numa bengala, mas está lúcido e com voz firme. Agradeceu em poucas palavras a homenagem e permaneceu quase todo o tempo sentado. A cerimônia se iniciou às 10h10 de terminou pouco depois do meio-dia. Em seguida, d. Paulo foi almoçar no Convento dos Franciscanos, no Largo de São Francisco, em companhia de seus familiares e dos bispos. 

O ex-vereador Chico Whitaker, militante católico que dá assessoria aos bispos, saudou d. Paulo em nome dos leigos. Ele lembrou que, na abertura da Campanha da Fraternidade de 1996, o então arcebispo disse uma frase que tem servido de orientação para a Igreja. “Não fazer política é a pior maneira de fazer política”, advertiu d. Paulo àqueles que criticavam seu engajamento na vida política do País.  

Falando em nome da CNBB, seu vice-presidente, d. Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, salientou a ação de d. Paulo em defesa dos oprimidos, durante o período mais difícil do regime militar. Também o cardeal d. Damasceno lembrou a coragem de d. Paulo nos tempos da ditadura. 

As ex-prefeitas da capital, deputada federal Luíza Erundina (PSOL) e senadora Marta Suplicy (PMDB), assistiram à cerimônia nos primeiros bancos da igreja, onde se encontravam também o prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) e o ex-secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Todos são virtuais canditados à prefeitura nas eleições de outubro. Chalita como vice de Haddad. 

Natural de Forquilhinha (SC), onde nasceu em 14 de novembro de 1921, d. Paulo é frade franciscano e foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI em maio de 1966.  Sucedeu ao cardeal d. Agnelo Rossi como arcebispo em 1970 e tornou-se cardeal em 1973. Dirigiu a Arquidiocese de São Paulo até 1998, quando renunciou por ter completado 75 anos de idade. 

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