Custo de aparato de segurança vai sobrar para o cliente

Análise: Percival Maricato

É ADVOGADO DA ABRASEL, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2012 | 03h01

Já existe um medo de sair à noite, uma retração constante à qual a população está acostumada. Por isso, essa onda de criminalidade deverá assustar não apenas o ramo dos bares e restaurantes.

O setor é a maior ocupação de pequenos empresários (somam 100 mil), fonte de emprego de mais de 300 mil pessoas e a maior opção de lazer de milhões de paulistanos. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) tem uma listagem em que pede aos estabelecimentos que tomem determinadas precauções, como o uso de câmeras de segurança, de botão de pânico, iluminar bem a entrada e treinar manobristas. No entanto, esse custo adicional preocupa.

Os preços praticados já são altos, os clientes reclamam. O serviço de valet custa cerca de 20% da conta - e vai aumentar, porque a Prefeitura fez uma substituição tributária. Agora, pesa essa questão da segurança. Onde vamos parar? A população tem um poder aquisitivo limitado - mesmo os clientes de classe média. Mais que a própria criminalidade, isso pode estar afugentando o público.

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