Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Custo da energia pesou na tarifa de transporte, diz Alckmin

Governador de São Paulo afirmou que aumento no custo da energia elétrica, definida pelo governo federal, foi de quase 70% neste ano

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

30 de dezembro de 2015 | 14h50

SOROCABA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira, 30, que o aumento no preço da energia elétrica, definido pelo governo federal, causou impacto na nova tarifa de trem, metrô e ônibus em São Paulo. Os bilhetes unitários, de R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80, a partir do dia 9 de janeiro. "Mesmo com o aumento de quase 70% no custo da energia elétrica este ano, o reajuste (da tarifa) ficou bem abaixo da inflação", disse Alckmin. Trens, metrôs e parte dos ônibus consomem energia.

Segundo os números que o governador apresentou em Sorocaba, interior de São Paulo, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 10,49% e o reajuste nas tarifas é de 8,5%. "Fizemos um grande esforço para ter um reajuste menor que a inflação e manter aquelas tarifas que não tiveram reajuste."

Os bilhetes 24 horas, mensal, semanal e o madrugador - para uma faixa específica de horário - não serão reajustados, segundo Alckmin. "Temos ainda um grupo grande que não paga tarifa, todo mundo acima de 60 anos, pessoas com algum tipo de deficiência, desempregados e estudantes de menor renda", elencou. Os beneficiários de gratuidades somam mais de 50% dos usuários.

Alckmin explicou que o reajuste é definido em conjunto com a Prefeitura de São Paulo em razão do bilhete que utiliza também o serviço de transporte coletivo municipal. "Com o bilhete único, a pessoa pode usar o trem, o metrô e o ônibus, então o sistema é partilhado, por isso precisa sempre ter um entendimento entre o município e o Estado", disse. 

As tarifas dos ônibus da Empresa Metropolitana dos Transportes Metropolitanos (EMTU) terão reajuste variável conforme os trechos percorridos. O último reajuste nas tarifas de ônibus, trem e metrô foi dado em janeiro deste ano, elevando o bilhete único de R$ 3 para R$ 3,50.

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