Curto-circuito pára metrô no Rio de Janeiro

Problema ocorreu às 20h durante rush do fim do dia; tráfego chegou a ser interrompido na linha 1

Wilson Tosta, Agência Estado

29 de julho de 2008 | 21h19

Um curto-circuito nos trilhos do metrô do Rio, no trecho entre as estações de Uruguaiana e Presidente Vargas, gerou agora à noite muita fumaça e levou a Metrô Rio, concessionária que opera o serviço, a "seccionar" temporariamente a Linha 1, no trecho entre Central do Brasil e Carioca, e interromper temporariamente o tráfego. Segundo a empresa, não chegou a haver fogo, mas o tráfego das composições teve que ser interrompido para que as equipes de manutenção pudessem trabalhar. As estações de Uruguaiana e Presidente Vargas foram fechadas ao público, e em Carioca houve algum tumulto, com passageiros irritados exigindo de volta o dinheiro das passagens e seguranças sem muita paciência tentando contê-los aos berros. Não há notícias, porém, de feridos, nem de pânico.   O problema ocorreu pouco depois das 20h em um cabo em um dos trilhos, que teve a energia desligada. No horário, muita gente ainda voltava para casa - o rush da tarde, no metrô, vai de 17h às 20h. Com a interrupção dos trens, ficou impossível ir da Tijuca, na zona norte, a Cantagalo, na zona sul (as duas estações ficam nas pontas da Linha 1) e vice-versa. Os trens só podiam circular entre Tijuca e Central do Brasil e entre Carioca e Cantagalo. Mesmo assim, foi preciso enviar dois trens extras para ajudar a desafogar o tráfego. A estimativa da empresa é que o incidente causou um atraso de quinze minutos - mas seguranças informaram que todo o tráfego na Linha 1 chegou a ser interrompido. Passageiros que embarcaram na Carioca contaram ter ficado 40 minutos na estação esperando e dez em um trem, esperando em vão. Somente às 21h, com o fim do conserto,a Linha 1 foi totalmente liberada.   Passageiros que embarcaram na estação Carioca , que ficou fechada para a entrada de usuários, contaram ter ficado 40 minutos na estação esperando e dez em um trem, esperando. Em vão: acabaram sendo obrigados a desembarcar. Uma delas era a doméstica Regiane Alessandra, que pretendia ir do Centro para Coelho Netto, após descer na Estação Estácio. "Nem sei como vou para casa", disse ela. "Nunca voltei de ônibus." Ela esperava o marido para voltarem juntos.

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