Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Curto-circuito no 5º andar deu início ao incêndio no prédio do Largo do Paiçandu

Polícia ouviu moradora de barraco onde o fogo começou; marido e filha estão internados

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 16h04
Atualizado 03 Maio 2018 | 19h22

SÃO PAULO - Um curto-circuito em um barraco no 5º andar deu início ao incêndio no Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, no centro da capital paulista, segundo a Polícia Civil. 

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A Polícia Civil esclareceu o caso após localizar e ouvir a moradora Walkiria Camargo do Nascimento, que morava no apartamento onde o fogo começou. Segundo as investigações, havia um microondas, uma geladeira e uma televisão conectados a uma tomada, que deu curto e explodiu.

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Na hora, Walkiria estava no barraco com o marido, Pedro Lucas de Sampaio Viana Ribeiro, de 32 anos, e dois filhos, uma criança de 3 anos e outra de 10 meses. Todos dormiam.

Os moradores só teriam percebido o incêndio com o fogo já avançado. Segundo depoimento, Walkiria conseguiu resgatar a caçula e descer pelas escadas. 

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A outra criança, Maria Cecília, sofreu queimaduras e está na UTI do Hospital das Clínicas em estado gravíssimo. O pai queimou 2/3 do corpo e também está internado, entubado, na Santa Casa de São Paulo.

Em entrevista coletiva no local do incêndio na tarde desta quinta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que o prédio tinha diversas irregularidades. "Foi uma fatalidade em um prédio com diversas irregularidades, o que resultou nessa tragédia para tantas famílias."

Segundo o secretário, a família que morava no barraco onde o incêndio teve início, no quinto andar do edifício, foi separada pelo resgate. "Na hora da confusão, a família foi separada pelo resgate. A mãe (Walkiria) conseguiu salvar um bebê de colo", afirmou o secretário. 

Cobranças. Sobre o inquérito instaurado  pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para investigar a cobrança de aluguel, o secretário disse que a apuração não ficará restrita ao prédio que desabou, mas se estenderá a outras ocupações na cidade. "(O inquérito) é para apurar cobranças. Vamos investigar as associações e não os movimentos que promovem as ocupações. Investigar as associações que exploram moradores das ocupações." /COM ISABELA PALHARES

 

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