Curso Estado de Jornalismo faz 25 anos

Programa de aperfeiçoamento profissional formou 750 jovens jornalistas, 100 deles em atividade nas redações do Grupo Estado

O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2014 | 19h05

Em 1º de outubro de 1990, 30 jovens vindos do Rio, de Pernambuco e do interior paulista, além da capital, chegaram à sede de O Estado de S. Paulo para um desafio de três meses. Eles faziam parte da primeira turma do Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado, escolhidos entre mais de 600 candidatos. Desde então, o programa mudou de nome e passou a ter chancela da Universidade de Navarra. O número de candidatos mais que quadruplicou e o processo seletivo evoluiu sem perder o rigor. Em 25 turmas, 750 alunos passaram pelo Curso Estado, incluindo participantes de outros oito países. 

A história do programa proporcionou um legado de mão dupla ao jornalismo, afirma o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour. “Numa via, o Estadão levou a centenas de jovens profissionais os seus valores jornalísticos, suas técnicas e os critérios que consagraram o processo de apuração e edição desta casa ao longo dos seus quase 140 anos”, diz, uma contribuição que se espraiou por todo o setor. “Na outra via, o Estadão se renovou ao manter contato com sucessivas gerações de jornalistas.”

O programa, que é conhecido carinhosamente como Curso de Focas – referência ao apelido dado pelos mais experientes aos jovens jornalistas –, preenche as 30 vagas anuais a partir de testes realizados em três etapas. Os selecionados participam de um intenso cronograma aplicado em tempo integral ao longo de três meses, que inclui aulas de formação teórica, profissional e técnica com jornalistas do Estadão e da Universidade de Navarra. O ponto alto do curso é a prática jornalística dos alunos, com entrevistas, rodízio nas editorias e preparação de uma grande reportagem de conclusão do programa. 

A excelência do resultado desse formato revela-se no alto índice de aproveitamento dos alunos nas redações do Grupo Estado. Atualmente, cem profissionais oriundos do curso atuam no Estadão, na Rádio Estadão e na Agência Estado, tanto na sede quanto nas sucursais de Brasília e do Rio. “Hoje, muitos repórteres e editores, com altas responsabilidades na hierarquia das redações, são ex-focas”, observa Gandour. 

Para o diretor de Desenvolvimento Editorial do Grupo Estado, Roberto Gazzi, o curso tornou-se cada vez mais importante para a oxigenação da própria redação. “Costumo dizer que o conjunto de uma boa redação é formado por profissionais experientes, (jornalistas) de média carreira e iniciantes.”

As novas gerações, diz ele, contribuíram para absorver as demandas impostas pelo avanço rápido da tecnologia, que ampliou a necessidade de ter nas redações profissionais com aptidões digitais. “Surgiram demandas de pessoal para novas funções que são muito voltadas para esse novo ambiente.”

O jornalista Ramón Salaverria, da Universidade de Navarra, observa que os jovens formados pelo curso têm demonstrado interesse crescente pelas tecnologias digitais. “Fico feliz em comprovar que esses mesmos alunos entendem o domínio dessas tecnologias como algo instrumental, a serviço da boa informação”, diz o professor.

Ao longo de sua história, o programa teve o apoio de empresas que valorizam a iniciativa do Grupo Estado, como Phillip Morris e Odebrecht, patrocinadoras do 25º Curso. “O curso é valioso para o futuro”, elogia o diretor de Assuntos Corporativos da Phillip Morris, Maurício Mendonça. 

Para o diretor de Comunicação da Odebrecht, Sergio Bourroul, o empenho do curso na formação de novas gerações de jornalistas “é uma das grandes contribuições do Grupo Estado à democracia brasileira”. 

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