Curiosos invadem destroços de avião no interior de SP

Algumas pessoas chegaram a entrar no avião e tiraram fotos ao lado dos destroços

Chico Siqueira,

05 de fevereiro de 2013 | 18h54

ARAÇATUBA - Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) concluíram na manhã desta terça-feira a vistoria nos destroços do avião bimotor King Air que caiu domingo em Cândido Mota, no interior de São Paulo, matando cinco pessoas, entre elas José Eduardo Ermírio de Moraes, herdeiro do grupo Votorantim.

No começo da noite de segunda-feira, 4, dezenas de pessoas invadiram a área restrita depois que a PM e técnicos do Seripa deixaram o local com a caixa preta do aparelho. Algumas pessoas chegaram a entrar no avião, sentar nas poltronas do aparelho e tirar fotos ao lado dos destroços ou com peças nas mãos. Mas, segundo as autoridades, nenhum objeto foi roubado.

Um voo recente feito pelo mesmo avião foi filmado pelo comandante Luís Rodrigues Marcondes, que morreu com a mulher, Luciana Aguiar da Costa e Souza, na queda do aparelho. No voo, cuja filmagem se encontra no Youtube, o comandante explica que, devido às pesadas nuvens de chuva, não conseguiu chegar com o aparelho ao aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e teve de pousar em Bragança Paulista.

As condições do tempo foram apontadas como uma das possíveis causas da queda do aparelho. Pilotos também acusaram a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de não promover cursos sobre segurança. A Anac negou as acusações dizendo que a fiscalização sobre segurança é prioridade da agência, que certifica e fiscaliza a manutenção das aeronaves por meio de um processo chamado de vigilância continuada, que é feito pela "análise contínua de relatórios e fiscalizações" de rotinas e de surpresas, "abrangendo auditorias nas empresas e inspeções nas aeronaves", conforme nota distribuída.

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