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Curiosidades sobre as origens da Barra Funda

Na sede da propriedade em que nasceu o bairro, o primeiro prefeito de São Paulo vivia ao estilo Downton Abbey e criava cavalos puro-sangue

O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2015 | 19h03

A Chácara do Carvalho é o marco-zero do surgimento do bairro da Barra Funda. O conselheiro Antônio da Silva Prado, primeiro prefeito de São Paulo, herdou-a de seu avô e a loteou em 1890, mas ficou com um pedaço para si, onde mandou construir o casarão em que viveu de 1892 a 1927. Criou ali cavalos puro-sangue e vacas e levou um estilo de vida aristocrático parecido com a rotina que impera no palacete daquela famosa série inglesa de televisão, “Downton Abbey”. Algumas curiosidades sobre o lugar, o prefeito e aquele tempo:

1. Antônio Prado (1840-1929): político e empresário. Por quatro vezes consecutivas, ele foi também prefeito da cidade de São Paulo. Consta, na página 52 do livro “A Capital da Vertigem” (ed. Objetiva, escrito por Roberto Pompeu de Toledo) que quando terminou o último mandato, em 1911, um cortejo popular o acompanhou da sede da prefeitura na rua do Tesouro até sua casa na Chácara do Carvalho. As portas da mansão foram abertas e houve uma grande festa em seus “magníficos salões”.

2. Alameda Barão de Limeira: com entrada pelo número 1379 da Barão de Limeira, a casa em que viveu Antônio Prado é hoje a escola católica Boni Consilii. 

3. Arquitetura: para desenhar e construir a casa, Antônio Prado contratou Luigi Pucci, o italiano que projetou o Museu do Ipiranga. O acesso ao palacete era uma escada de mármore de Carrara, e havia esculturas de leões na entrada. Dos jardins - o prefeito era um entusiasta deles - cuidava Antônio Etzel, o mesmo do Jardim da Luz.

4. Teatro: dentro da casa havia um teatro “em que chegaram a se apresentar orquestras e companhias dramáticas”.

5. Camareiro particular: os empregados eram todos estrangeiros, viviam em casinhas espalhadas pela chácara. O conselheiro, ao estilo Downton Abbey, tinha um assistente pessoal e até mesmo uma massagista japonesa. “A filha Nazareth Prado, num relato comemorativo ao centenário do nascimento do pai, contou que, a cada refeição, ele ‘refazia a toilette nos seus mínimos detalhes’.” (trecho de “A Capital da Vertigem”).

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