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Curiosidades históricas sobre o bairro oriental

A praça da Liberdade se chamava Campo da Forca, onde os condenados morriam em praça pública

O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 18h46

A primeira forca da cidade foi instalada na rua Tabatinguera. Naquele tempo, entre os séculos XVII e XVIII, a atual praça da Liberdade era conhecida como Campo da Forca. Ficavam na região, ainda, o Pelourinho e um dos primeiros cemitérios da cidade.

1. Cemitério

No passado, entre os séculos XVI, XVII e XVIII, perto de onde hoje fica a Igreja de Santa Cruz dos Enforcados, havia uma capela e um cemitério. O Cemitério dos Aflitos (entre as ruas dos Estudantes e Almeida Júnior). Foi um dos primeiros da cidade. 

2. Forca

A primeira forca foi instalada na rua Tabatinguera e o Campo da Forca carregou esse nome e essa função até 1870, quando a pena de morte por enforcamento foi abolida no Brasil. Virou Praça (ou Largo) da Liberdade.

3. Pelourinho

Desde 1610, os escravos eram torturados e expostos no Pelourinho, que ficava na Liberdade. 

4. Pólvora

Em 1813, foi aberta no bairro da Liberdade a chamada Casa da Pólvora, onde era armazenada a pólvora de São Paulo.

5. Chaguinhas

Condenado por incitar uma rebelião por causa de salários atrasados, em 1821 o soldado Francisco José de Chagas foi executado no Campo da Forca. Mas a corda que deveria enforca-lo, dizem, cedeu três vezes e ele acabou apanhando até morrer. Em sua homenagem surgiu a Capela de Santa Cruz dos Enforcados, no Cemitério dos Aflitos. A capela virou igreja, que ainda existe. O cemitério não está mais lá.

6. Suzuranto

É o nome das lanternas típicas que decoram e iluminam as ruas do “Bairro Oriental”. Foram instaladas por volta de 1970.


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