Cúpula vê reação de policiais investigados

As investigações sobre o Detran ocorrem em meio a uma crise que ameaça derrubar a diretora da Corregedoria, Maria Inês Valente. Trata-se da denúncia de abuso na revista de uma então escrivã, acusada de extorsão. A tentativa de fazer do caso um escândalo duradouro é tratada pela cúpula da Segurança como uma ação da banda podre da polícia. Corregedores despiram a mulher para achar o dinheiro da propina que ela teria escondido. O caso ocorreu em 2009, mas as imagens só foram divulgadas agora.

Bruno Tavares e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2011 | 00h00

Ao mesmo tempo que repudiou o suposto abuso contra a ex-escrivã, a cúpula não tem dúvida de que o vazamento do vídeo tem origem em amigos de delegados investigados em casos de extorsão, fraude em licitação e em formação de quadrilha. São quase duas centenas os delegados investigados. A atual direção da Segurança demitiu delegados famosos, acusados de corrupção, cujos casos se arrastavam por anos. Até 2009, a apuração de achaques a traficantes colombianos estava parada. Corregedores eram acusados pelos colegas de tomar dinheiro de policiais corruptos. Mas, então, ninguém os denunciava. "Prevalecia a cumplicidade entre os bandidos", disse um integrante da cúpula.

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